Wednesday, October 20, 2010

*Ciclo Vicioso...


...São as atitudes mais impensáveis que nos levam a agir com confiança e prontidão.
...O improvável é refém do impacto e da beleza inócua do inesperado.
Se vivo presa ao que é certo não estarei, nunca, preparada para aceitar o incerto. E a vida, essa, é absolutamente incerta...

Conhecer o nosso lado "bom" e o nosso lado "lunar" é um dos primeiros passos para que haja um conhecimento mais vasto e profundo do mundo que nos envolve.
É aprendendo a lidar connosco próprios que nos é passível lidar também com os outros.
Os dias são feitos de sonhos... Sonhos por concretizar e concretizações por melhorar!

Tudo (na nossa vivência) é um ciclo vicioso: de lutas, derrotas, vitórias e sorrisos...

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Monday, October 11, 2010

Desilusões benéficas...*

As desilusões, quando nos "atacam", fazem-no sem aviso prévio ou benevolência associada.
Acreditamos... Confiamos...Damos muito de nós...
Chegamos a temer pelo outros...Chegamos a pensar no outro e depois em nós mesmos...
Demonstramos um sentimento digno de ser mostrado: o da cumplicidade*
Mas quando a barreira se rompe e a desilusão se instala, eis que caímos por terra...
Caímos por terra pela dor, pela revolta, pela sensação de traição arrebatadora...
Magoa!
Mas se tudo fosse simples, nunca descobriríamos em nós a imensa força que transparecemos nestes momentos (ou fases) menos "meigas".
A vida é feita de duras realidades...
Ninguém diga que é, de todo, feliz ou infeliz... Somos felizes e infelizes, de vez em quando...
E ambos são benéficos. Na altura exacta pode não parecer mas algum tempo depois, têm-se essa certeza.
Nada do que fazemos... Nada do que vivemos... Nada do que sentimos é em vão...
E é isto que nos impele a ser sempre mais e melhor!

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Sunday, September 5, 2010

Abraço(s)*


Sentir o nosso coração ao mesmo tempo que o de alguém a quem damos um abraço faz-nos de tal maneira bem à saúde, traz-nos uma tal paz, que até existe uma forma de tratamento chamada Terapia do Abraço.
Um bom abraço ajuda-nos a sentir as muitas dimensões do amor: a facilidade para receber e dar, a sensibilidade para o sofrimento, a disponibilidade para a alegria de se divertir e a profundidade da ternura.
Abraçar alguém é como dizer-lhe: "Olha, aqui estou para o que quiseres, de coração aberto para ti". O que implica aceitar ser rejeitado. Mal interpretado. Correr esse risco.

No entanto, só se a atitude interior, o pano de fundo a partir do qual nos relacionamos com os outros, for de lhes estender os braços e de os tocar, poderemos descobrir o valor da partilha.
Não são só as pessoas solitárias, infelizes, inseguras, que precisam ser abraçadas. Abraçar bem dá-nos saúde. Mas não se trata de abraços sociais, de conveniência, em que duas pessoas se tocam apenas por fora – portanto não se tocam -, nem de abraços de dois amantes apaixonados que um ao outro se agarram.
São abraços que acontecem porque saem cá de dentro sem que os travemos. Como expressão de um amor incondicional que nos habita – e de que não temos medo, porque o olhamos como algo que verdadeiramente nos liberta.
A intimidade que um abraço sincero oferece é a da compreensão. Da atenção. Da solidariedade. Da amizade que existe para lá da exaltação dos sentidos, apenas por ter a consistência daquilo que brota do fundo de nós mesmos e que se mantém quer faça sol quer chova.
Abraços são uma espécie de foguetes capazes de fazer despertar moribundos ou fazer levantar da cama preguiçosos. Explosões de vida. Há quem goste de os dar para reafirmar um vínculo de amizade ou qualquer outro sentimento. E são uma das melhores festas gratuitas a que toda a gente tem acesso. São abraços do fundo do coração, frequentes entre duas pessoas que, por nada pedirem uma à outra, de cada vez que se encontram recebem sempre muito – e apenas por isso são levadas a celeb
Sentir o nosso coração ao mesmo tempo que o de alguém a quem damos um abraço faz-nos de tal maneira bem à saúde, traz-nos uma tal paz, que até existe uma forma de tratamento chamada Terapia do Abraço.
Um bom abraço ajuda-nos a sentir as muitas dimensões do amor: a facilidade para receber e dar, a sensibilidade para o sofrimento, a disponibilidade para a alegria de se divertir e a profundidade da ternura.
Abraçar alguém é como dizer-lhe: "Olha, aqui estou para o que quiseres, de coração aberto para ti". O que implica aceitar ser rejeitado. Mal interpretado. Correr esse risco.
No entanto, só se a atitude interior, o pano de fundo a partir do qual nos relacionamos com os outros, for de lhes estender os braços e de os tocar, poderemos descobrir o valor da partilha.
Não são só as pessoas solitárias, infelizes, inseguras, que precisam ser abraçadas. Abraçar bem dá-nos saúde. Mas não se trata de abraços sociais, de conveniência, em que duas pessoas se tocam apenas por fora – portanto não se tocam -, nem de abraços de dois amantes apaixonados que um ao outro se agarram.
São abraços que acontecem porque saem cá de dentro sem que os travemos. Como expressão de um amor incondicional que nos habita – e de que não temos medo, porque o olhamos como algo que verdadeiramente nos liberta.
A intimidade que um abraço sincero oferece é a da compreensão. Da atenção. Da solidariedade. Da amizade que existe para lá da exaltação dos sentidos, apenas por ter a consistência daquilo que brota do fundo de nós mesmos e que se mantém quer faça sol quer chova.
Abraços são uma espécie de foguetes capazes de fazer despertar moribundos ou fazer levantar da cama preguiçosos. Explosões de vida. Há quem goste de os dar para reafirmar um vínculo de amizade ou qualquer outro sentimento. E são uma das melhores festas gratuitas a que toda a gente tem acesso. São abraços do fundo do coração, frequentes entre duas pessoas que, por nada pedirem uma à outra, de cada vez que se encontram recebem sempre muito – e apenas por isso são levadas a celebrá-lo.
Quando um coração se abre para outro coração, há quase sempre uma qualquer maravilha que pode acontecer. Ou, quanto mais não seja, uma sensação de paz possível, neste mundo cheio de guerras em que vivemos...

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Monday, June 14, 2010

Luta constante...*

Se te sentires só refugia-te em ti... No profundo do teu ser e procura razões, respostas, soluções...
Encontrar algo é banal! O minucioso processo é o de saber escolher onde procurar...

Nunca encontraremos nada nosso fora de nós...
Nem mesmo aquilo que pertence a pessoas distintas, como a amizade ou o amor...
Antes de "darmos" um sentimento, este tem que crescer em nós, amadurecer e mostrar que está preparado para ser dividido com alguém...

A simbiose de sentimentos deve ser perfeita para que a dádiva e a recolha funcionem de forma simples, sem esquemas nem décalages...
Saber quem somos é o primeiro passo de dança de uma coreografia de sobressaltos, lifts e quedas...
Dancem...

Vale mesmo a pena lutar!

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Tuesday, May 18, 2010

Eu mesma...*


Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo.
Já segurei as mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir as minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites a chorar até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.

Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e arrependi-me depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar no meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já parti pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar a uns, outras vezes falei o que não queria para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar a uns, já fingi ser o que não sou para desagradar a outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade...
Já cai inúmeras vezes achando que não me iria levantar, já me levantei inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.

Não dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não mostrem o que esperam de mim, porque eu vou seguir o meu coração.
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com a certeza de que não serei a mesma para sempre!

Podes até empurrar-me de um penhasco que eu vou dizer: - E daí? Eu adoro voar!

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Tuesday, April 27, 2010

(re)nascer...*


Não fujas...

Acredita no incerto e descobre o trilho a percorrer!
Não morras sem antes viver...
Viver verdadeiramente é de alma e sentimentos...
é com talento e entrega...
é sem receios ou pressas...

Sê caçador de sóis, de sonhos, de sorrisos, de conquistas e de aventuras!
Sê puro...genuíno...Não te termines!

Vive como livro em branco para que em ti escrevam as dores e desenhem as alegrias. Vive... Apenas vive... porque viver é simples, o tumultuoso é renascer!

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Friday, April 2, 2010

(A)normalidade...


Quando somos crianças tudo parece simples, claro e puro.
Aqueles com quem contactamos diariamente são quem nos faz desenvolver a nossa personalidade própria e o nosso ego.
Costumo rir quando alguém diz: “A vida é tão difícil! …” Não, não é…
A vida é o que conseguimos construir e também o que foi construído antes de sermos concebidos e fazermos parte dos habitantes desde mundo.

É óbvio que sonhamos inúmeras vezes em ter sempre mais, em oferecer o impossível, em trabalhar num local mais harmonioso, em encontrar um pessoa perfeita para estar a nosso lado e, até, em ter uma família dita normal…Mas existirá a normalidade propriamente dita no seio de uma família? E qual serão os itens a ter em conta para atingir essa “normalidade”?


Porque os ensinamentos da vida não se aprendem nos livros…
Porque as quezílias da alma escrevem-se com suor e lágrimas, no mais ínfimo da nossa memória…


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Wednesday, March 24, 2010

*Epílogo...

Ao longo da minha vida cresci a ouvir que pelo facto de serem pais, isso já garantia que adoravam os seus filhos: tretas… Posso estar a ser radical ou até imatura mas quem me pode dizer que uma pessoa me adora se nunca fez nada que o comprovasse? É um dado adquirido apenas porque tenho genes dessa pessoa? É garantido que gosta de mim apenas porque as nossas cadeias polinucleotídicas de ADN são semelhantes? Como posso sentir que me adora se nunca me perguntou se alguma vez cai na escola; se alguma vez me senti sozinha; se alguma vez fui recriminada pelos meus conviventes (banalmente chamados de amigos) por ter um pai diferente dos deles; se alguma vez vi chorar a minha mãe por estar cansada de tanto lutar por garantir o meu futuro; se alguma vez me questionei sobre o que realmente sou…

Não sou ninguém para recriminar o meu progenitor nem muito menos a vida que ele escolheu. Mas sinto-me no direito de reclamar a falta que senti de um pai…

Não de um homem que marcasse a sua presença na mesa ao jantar, mas de um pai que me fizesse sorrir nas alturas mais dramáticas, utilizando apenas um olhar reconfortante…
Sei, perfeitamente, que nem todos os seres humanos foram “talhados” para serem pais e também sei que não é fácil ser-se pai (pelo menos tenho essa noção); mas isso não retira a responsabilidade de um pai que pelo menos deveria tentar por ser algo diferente...

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Friday, March 5, 2010

Aquilo que somos...*

Algumas vezes pergunto-me: Será que somos aquilo que manifestamos?
Quantas vezes já pensaram em algo e agiram de forma totalmente oposta?
Quantas das nossas respostas saem da nossa boca sem que queiramos realmente dizê-las?

Por muito que pensemos, não é (de todo) simples agirmos de acordo com os nossos processamentos mentais.
Isto porque existem dois tipos de pensamentos fulcrais: o pensamento através da mente e o pensamento através do coração… Ou seja, em determinadas alturas pensamos com o coração mas agimos em conformidade com o que o nosso consciente elabora ou vice-versa.
Somos seres complexos… Disso ninguém tem qualquer dúvida… Mas será esta nossa atitude a mais correcta? Pois… Não sei… Simplesmente sei que o que importa é sentirmo-nos bem! Se nos sentirmos completos, plenos de nós mesmos é muito mais fácil chegarmos aos outros e transmitir o nosso bem-estar.

Não somos ninguém uns sem os outros…
Não somos felizes se não tivermos com quem partilhar essa felicidade…
Não somos nós próprios se não sorrirmos e fizermos sorrir…
Pouco sei da vida… Poucas certezas tenho… Apenas sei que é “Impossível crescermos sozinhos…”!

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Tuesday, February 23, 2010

Sinceridade(s)...







Luto...


Todos os dias luto por algo que considero essencial...
A nossa vida é aquilo que fazemos dela e é construída a partir de contributos simples de todas as pessoas que se movem à nossa volta: Sorrindo...Gritando...Soluçando...Implorando...Sofrendo...(Sobre)Vivendo...

Lutarei...
Todos os dias lutarei por aquilo em que acredito...
Vivo de forma a acreditar que realmente existem pessoas a quem vale a pena entregarmos partes de nós: Partes essas que nos estão agarradas à pele,
às emoções, às vivências, às desilusões...

Lutei, Luto e continuarei a fazê-lo!

Lutei, Luto e Lutarei por ser sempre, mas sempre sincera...
Esperando que, assim, o sejam também comigo em todos os momentos e circunstâncias...

Pode doer*
Pode magoar*
Mas decerto magoa mais uma mentira bela que uma verdade cruel!

Sinceridade(s)...
Algo essencial para que estabeleçam laços...
E laços esses que possam perdurar...

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